quinta-feira, 16 de junho de 2011

O Entoar dos Pássaros

São pardais, rolinhas e pombinhas. É todo dia assim, faça chuva ou faça sol elas estao sempre afinadinhas. A hora é aquela em que se passa um café para curtir o dia que aos poucos se põe. É alto, é escandaloso, mas é encantador. Fico aqui, enquanto o café vai esfriando, fecho os olhos e escuto, e eles cantam, cantam....
Tem gente que não gosta, e isso eu não consigo entender.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Inverno

Seria pedir muito se todo cheiro fosse de jasmin


Se todo o azul fosse do mar

Se tudo fosse puro como o ar

enfim

Seria pedir muito se fossemos p sempre criança

Que tudo não fosse apenas lembrança

O cheiro do mar

O gelo do ar

E o verde do mar.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Identidade Negra e Educação Infantil

A seguir uma postagem de um trabalho realizado para a disciplina de Estudos Afro-Brasileiros ministrada pela Professora Ilka Boaventura Leite no ano de 2009. Este trabalho tinha como objetivo uma mostra fotográfica, uma união entre fotografias e literatura especificas. 











Ela sorri, enquanto amarro seu cabelo e me diz: “Meu cabelo é ruim Tia, é de “nego”! Ouvi esta afirmação de uma criança negra, de mais ou menos 4 anos. Uma pequena frase rica em conteúdo que dá o pontapé inicial do que tentarei demonstrar através deste dialogo entre as fotografias e temas dos estudos afro-brasileiros: identidade negra, consciência racial e Educação Infantil, estas fotos foram tiradas na Creche Morro do Mocotó, no Maciço do Morro da Cruz, na Grande Florianópolis. Sabemos que é na infância que os seres humanos, iniciam um processo de construção da identidade, e o desenvolvimento da consciência na construção, pela qual, vê e se insere no mundo. É pela importância desta fase de desenvolvimento que os cientistas em educação discutem o temas de identidade e diversidade na Educação Infantil.
 Teles(2005) “Seria nesse processo de socialização que a criança constrói sua identidade, pois o espaço de educação infantil possibilita as interações entre as crianças e os adultos e a convivência com as diferentes culturas presentes na sociedade. No entanto, dependendo de como é tratada a diferença, ela poderá  contribuir para o reconhecimento do outro e para a constatação das diferenças como algo a ser valorizado”.
Seguindo esta definição, que elucida sobre a construção da identidade do “diferente” a partir de como os profissionais “lidam” com a diferença que se aproxima do ponto que quero abordar. De um ponto de vista antropológico todas as identidades são construídas, o ser negro, no sentido de reconhecer-se negro, segue o mesmo processo. No Brasil, após anos de verdadeiro inferno vivido pelos africanos traficados para servir de escravos como mão-de-obra barata, se deu a abolição, iniciando um longo processo de reconhecimento dos negros como sujeitos de direito, do resgate de sua cultura, da busca de sua identidade, do que eles eram ou foram, antes de darem as voltas na arvore do esquecimento. Olhando para Florianópolis, os negros após a abolição da escravatura, iniciaram no trabalho livre, mas seguiram compadecidos com a sua condição de inferioridade para com os brancos. Iniciou-se um processo de deslocamento da população negra para a periferia da cidade, que naquela época eram os morros da Capital, onde hoje, fotografo, e levanto esta discussão. Como então, poderíamos modificar esta realidade de exclusão dos negros na Capital, mas uma vez batendo de frente com a discussão da “democracia racial”, que ainda existe, a partir da Educação Infantil na formação destes novos indivíduos, e de uma nova forma de sociedade. Não seria então, começar pelo começo? As pesquisas nesta área afirmam que a criança negra constrói a sua identidade e consciência racial com base nas informações provenientes de dentro e de fora da escola. Sendo na escola, o local em que as crianças negras aprendem ou “apreendem” o significado de ser negro na sociedade. Os trabalhos realizados sobre diversidade no meio Infantil, prevalece dentro de territórios negros urbanos[1]. São inseridos lentamente, trabalhos que surgem nos ambientes escolares em que a questão racial é latente em instituições que atendem uma demanda negra, branca e mestiça. Porque saliento isto, porque é neste ambiente, e por ser este ambiente que as relações raciais surgem como temas necessários a serem difundidos pela instituição.


[1] Territórios negros urbanos no sentido de que hoje em Florianópolis, os remanescentes de escravos se concentram ainda em Grande Parte no Maciço do Morro da Cruz, e este, modificando-se pela mistura com os demais grupos, alguns deles de exclusão, seja ela étnica, social, econômica, racial ou de genero.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

e no dia do samba...As vezes faz bem chorar




E nas velhas cordas procurar
Notas e acordes esquecidos
Os dedos calejados deslizar
Recordar, saudoso, um samba antigo
Quero recordar aquelas madrugadas
Serenatas no meu jardim
Quero recordar...
Não importam essas lágrimas
Às vezes faz bem chorar
E nas velhas fotos procurar
Amores e amigos tão queridos
Os olhos embaçados deslizar
Recordar saudoso o que perdido
Quero recordar aquela velha casa
Quantas flores no meu jardim
Quero recordar...
Não importam essas lágrimas
Às vezes faz bem chorar


                                                                                 CLARA NUNES

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Cheirinho de Primavera -

Aqui estou eu, esperando que elas se abram. Botões por todos os lados do jardim criam em mim uma ansiedade por ve-los transformados em flor colorindo, e perfumando. O manacá florido, perfuma as noites calmas.Que aqui pelos "brasilis" a coisa anda feia, a conversa não é outra, eleições. Politica? Muitos dos debates passam longe disso. Assimila-se o facil e rapido, a puxada de tapete daqui e dali. Propostas? Vejo falarem pouco em propostas. Vejo se defenderem, e acusarem. O povo ta perdido, iludido, nem sei mais. Saude, Educaçao e moradia o povo já sabe como está, sente na pele. Sabe que o bolso ta mais cheio, mas a esperança em um mundo novo sempre estará no ar.

Eu, cheia de energia, entro no equinócio da primavera, tempo em que uma libriana como eu inicia o ciclo de repensar, medir, calcular, pensar, colocar tudo na balança, e fazer a faxina geral, antes da idade nova que se aproxima. Todo ano é assim, acho que por isso me identifico com as flores, porque é na primavera, que me sinto linda e colorida :)


Inicio meu TCC literalmente, computador melhor amigo, e madrugadas como inimiga. Mas, com um prazer enorme de escrever. Na foto, Praia do Toló em Sambaqui, companheira de muitas leituras, banhos de mar, e que me renova a cada visita. Em clima de primavera!

De que lado vc esta??

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

SER FELIZ

SER FELIZ



Dê um jeito de ser feliz!
Troque de roupa.
Troque de joia.

Pinte o cabelo.

É preciso ser feliz!

Descubra os amigos.

Presenteie.

Vá às festas.

Dê um jeito de ser feliz!

Leia um bom livro.

Veja um bom filme.

Tome um café.

É preciso ser feliz!

Solte a voz no banheiro.

Ande descalço.

Aprenda a brincar.

Dê um jeito de ser feliz!

Ame o trabalho.

Assobie.

Faça o dia entrar em você.

Se ainda assim

estiver triste,

não desista.

Às vezes, pra ser feliz,

demora um pouco.



Alcides Buss

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

O Sol

Algo me inquieta que
parado nao posso ficar
É energia que entra pelos poros
sem parar

Energiza e completa
és o Sol
Que me alimenta
Que se põe
e se acinzenta

Chega de tormenta
Nao posso derramar
Lagrimas sem parar
Estou tranquila, mas
a ponto de estourar

Nao sei quem sou as vezes,
outras sim
E outras vezes
sonho sem fim

Quando te vi
Você me olhou, e ali
tudo começou
Me amou
me olhou e sorriu

Que se abriu
que nem pavio
e voce nem viu.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Grupo Folclorico Boi de Mamao de Sambaqui - Performance e Identidade

 Ola

Neste segundo semestre de 2010 dei inicio ao meu Trabalho de Conclusao de Curso, ele tem como objeto de investigação o boi-de-mamao, especificamente, o Grupo Folclorico Boi de Mamao de Sambaqui.



Reproduzo aqui, a primeira parte do Projeto para o Trabalho de Conclusao de Curso em Ciencias Sociais - Bacharel em Antropologia pela Universidade Federal de Santa Catarina.


1. Introdução - Tema e Problematizacao

O presente trabalho propõe uma pesquisa etnográfica que tem como objeto o Grupo Folclórico Boi-de-mamão de Sambaqui, vinculado à Associação do Bairro de Sambaqui. A brincadeira do Boi-de-mamão pode ser encontrada nos quatro cantos do Brasil, cada uma delas com seu contexto próprio, realizada de diferentes formas, variando de acordo com a região do país. Se diferenciam nas suas características e em suas denominações, pode variar, como Boi-Bumbá, Boi-Fingido,Bumba-Meu Boi, Boi-de-Pano, e outros.


Na Ilha de Santa Catarina, e em todo o litoral catarinense, é conhecido como Boi-de-mamão. A brincadeira se apresenta em formato de dramatização, com um enredo central: a morte e a ressurreição do boi. Esta brincadeira se tornou uma das manifestações culturais mais significativas da cultura catarinense. É na Ilha de Santa Catarina que está concentrado o maior número de grupos de boi-de-mamão. O grupo estudado está situado no Norte da Ilha, no bairro de Sambaqui, situado no distrito de Santo Antônio de Lisboa, uma das primeiras freguesias colonizadas pelos imigrantes açorianos que chegaram à Ilha de Santa Catarina. O grupo foi criado por moradores da comunidade no ano de 1982, em meio a uma turbulenta luta da comunidade contra a especulação imobiliária na região. Especificamente lutaram contra a instalação de um iate clube na Ponta do Sambaqui, uma área de lazer da comunidade. Frente a esta necessidade de se manifestar, surgiu a idéia de organizar para apresentar o Boi-de-mamão, dando voz aos moradores em oposição às autoridades políticas e interesses de grandes empresários. O Boi-de-mamão de Sambaqui se tornou um símbolo cultural e político na representação de identidade da comunidade. Foi através de uma primeira pesquisa realizada com este Grupo Folclórico que, percebi, ouvi e observei a importância desta performance para a afirmação da identidade coletiva..

O Grupo Folclórico Boi-de-mamão de Sambaqui possui cerca de 20 integrantes, em sua maioria crianças de 3 a 14 anos, que se dividem para “brincar” nas personagens que fazem parte da drama, como o Mateus (dono do boi), o vaqueiro, o cavalo, o urubu, a abelha, o urso, o boi, a Maricota , a cabra, o Waldemar , e a Bernunça. Fazem parte do boi-de-mamão também, uma banda com 6 integrantes, dentre eles, o “puxador” , responsável pela cantoria e a coordenação da brincadeira. A maioria de seus integrantes do Grupo Folclórico residem, e nasceram no bairro. Além das brincadeiras, o boi-de-mamão está acompanhado pelos discursos dos integrantes do grupo, particularmente do puxador, que chamam a atenção para o resgate da cultura e tradição. Foi partindo destes discursos que surgiu a problemática que trago como questão central para esta pesquisa, ou seja, qual é a relação entre a “brincadeira” do Boi-de-mamão, seus discursos, e as questões sobre a “identidade” da comunidade de Sambaqui.

A construção da identidade é a maneira pela qual o sujeito se vê e deseja ser visto pelos outros. É um processo que emerge da interação entre os indivíduos. Os moradores da comunidade de Sambaqui participam na brincadeira do boi-de-mamão, legitimando sua identidade como “nativo” ou descendentes de açorianos. O Grupo pode ser considerado como fazendo parte de um movimento maior açorianista que visa a redescoberta e revalorização das raízes açorianas.

Blasi, Silvia d`Eça N L C. 2009. Grupo Folclorico Boi-de-Mamao de Sambaqui: Performace e Identidade. Projeto de Trabalho de Conclusao de Curso. UFSC

sábado, 11 de setembro de 2010

É HOJEEEEE!!!! ATO EM DEFESA DAS BAÍAS


ABS CONVIDA 
Ato em Defesa das Baías, da pesca artesanal e da maricultura (peixes, camarões e turismo) e Contra a Instalação do Estaleiro OSX em Biguaçu.
Sábado – 11 de setembro – 16:00 hs.
Na Entrada da Barra de Sambaqui com:
  • Apresentação do Boi de Mamão
  • Colocação de Bandeiras Pretas Abaixo-assinado 

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

O que sinto
Só eu sinto
Só eu sei

E sinto...

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

ABAYOMY

Pela primeira vez irei postar um trabalho acadêmico. Irei postar por acreditar que seja entre outras coisas, um trabalho curioso,  por ter revelado para mim a Historia da boneca Abayomy.
Na época do trafico negreiro, as negras que vinham nos porões dos navios, preocupadas com seus filhos, que pouco se alimentavam , e choravam, rasgavam sua roupas, e dos retalhos, amarrados com nós, surgiu a boneca Abayomy. Que em Iorubá significa "Encontro Feliz". 
Esta curiosidade, é de uma riqueza de interpretações imensa, e que me foi apresentada pela Professora Rosana, na Creche Morro do Mocotó. Após, a Secretaria Municipal estabelecer a multiculturalidade, e os trabalhos sobre diversidade cultural dentro de todas as instituições de ensino municipal, foi incluído nesta instituição oficinas sobre o tema, e uma delas foi a de Abayomy, a qual estive presente realizando o trabalho.
Seguem as fotos.


terça-feira, 17 de agosto de 2010

Me envergonho neste momento de ser catarinense.

Como podemos ter no cargo mais alto do executivo, um cara como Leonel Pavan?????
Voces sabiam que ele assinou um decreto, que encerra os processos administrativos, e a Lei da Anistia???
Novamente, se deixa impune os torturadores, e policiais corruptos deste Estado = Mafia Militar


Eu me pergunto em tom de sátira, relembrando nosso amigo Chapolin Colorado.....E agora quem poderá nos ajudar??????

Segue texto retirado da pagina da APRASC

O presidente em exercício da Aprasc, sargento Manoel João da Costa, foi excluído pelo comandante geral da Polícia Militar, coronel Luiz da Silva Maciel, no final da tarde desta sexta-feira, 13, por causa da participação no movimento reivindicatório de dezembro de 2008. Para o sargento J. Costa, o ato do comandante é um desrespeito ao Decreto 3.433, assinado pelo governador Leonel Pavan no dia 3 de agosto desse ano, que suspende os processos administrativos em andamento, e a Lei da Anistia (Lei Federal nº 12.191/2010). “O coronel está desrespeitando a vontade do governador, que é o chefe supremo da Polícia Militar, de apaziguar a situação na corporação e anistiar os praças acusados injustamente”, critica.

O próprio comandante havia publicado nota, no dia seguinte ao decreto, em que garantia o retorno à normalidade das atividades dos policiais acusados nos processos referentes a dezembro de 2008.

A medida do comandante da PM vai na contramão da decisão do governador e do entendimento da Justiça estadual, que já determinou a reintegração de três policiais militares expulsos injustamente.

A decisão foi comunicada à assessoria jurídica da Aprasc, no final da tarde, depois que o comandante negou recurso. Logo, a portaria de exclusão deve ser publicada no Boletim do Comando Geral (BCG) e o presidente da Aprasc vai ter que passar por exame médico antes de assinar sua exclusão.

Ele é o 22º policial militar expulso da corporação por participar de manifestação reivindicatória. J. Costa está aposentado (reserva remunerada) desde abril de 2008. Ele ingressou na Polícia Militar em 12 de maio de 1981 e trabalhou em diversos setores.


Fonte: Aprasc

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Um Pouco de Sossego

ola...
Como dizia Fernando Pessoa  "Nao posso falar, porque estou a sentir"....
Tenho escrito pouco, e me manifestado atraves de outras pessoas, mas é que tenho dentro de mim uma mistura de sentimentos que nao sei como expressa-las.
Hoje, nao entendo o que se passa com o mundo, nao entendo o que passa com as pessoas, nao entendo o que passa.....apenas espero que passe!!!Porque eu...estou naquela de implorar para que o mundo pare, pq preciso descer, lembrando a grande Rita Lee.
M sinto sufocada, com vontade de gritar aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
Eu quero paz, sossego, humildade, felicidade, alegria, amor, fraternidade, compreensao, e igualdade.....
Para voces....Lya Luft

de Lya Luft, do livro Pensar é transgredir (titulo sugestivo, mto bom)

Nesta trepidante cultura nossa, da agitação e do barulho, gostar de sossego é uma excentricidade.

Sob a pressão do ter de parecer, ter de participar, ter de adquirir, ter de qualquer coisa, assumimos uma infinidade de obrigações. Muitas desnecessárias, outras impossíveis, algumas que não combinam conosco nem nos interessam.

Não há perdão nem anistia para os que ficam de fora da ciranda: os que não se submetem mas questionam, os que pagam o preço de sua relativa autonomia, os que não se deixam escravizar, pelo menos sem alguma resistência.

O normal é ser atualizado, produtivo e bem-informado. É indispensável circular, estar enturmado. Quem não corre com a manada praticamente nem existe, se não se cuidar botam numa jaula: um animal estranho.

Acuados pelo relógio, pelos compromissos, pela opinião alheia, disparamos sem rumo – ou em trilhas determinadas – feito hâmsteres que se alimentam de sua própria agitação.

Ficar sossegado é perigoso: pode parecer doença. Recolher-se em casa ou dentro de si mesmo, ameaça quem leva um susto cada vez que examina sua alma.

Estar sozinho é considerado humilhante, sinal de que não se arrumou ninguém – como se amizade ou amor se “arrumasse” em loja. Com relação a homem pode até ser libertário: enfim só, ninguém pendurado nele controlando, cobrando, chateando. Enfim, livre!

Mulher, não. Se está só, em nossa mente preconceituosa é sempre porque está abandonada: ninguém a quer.

Além do desgosto pela solidão, temos horror à quietude. Logo pensamos em depressão: quem sabe terapia e antidepressivo? Criança que não brinca ou salta nem participa de atividades frenéticas está com algum problema.

O silêncio nos assusta por retumbar no vazio dentro de nós. Quando nada se move nem faz barulho, notamos as frestas pelas quais nos espiam coisas incômodas e mal resolvidas, ou se enxerga outro ângulo de nós mesmos. Nos damos conta de que não somos apenas figurinhas atarantadas correndo entre casa, trabalho e bar, praia ou campo.

Existe em nós, geralmente nem percebido e nada valorizado, algo além desse que paga contas, transa, ganha dinheiro, e come, envelhece, e um dia (mas isso é só para os outros!) vai morrer. Quem é esse que afinal sou eu? Quais seus desejos e medos, seus projetos e sonhos?

No susto que essa idéia provoca, queremos ruído, ruídos. Chegamos em casa e ligamos a televisão antes de largar a bolsa ou pasta. Não é para assistir a um programa: é pela distração.

Silêncio faz pensar, remexe águas paradas, trazendo à tona sabe Deus que desconserto nosso. Com medo de ver quem – ou o que – somos, adia-se o defrontamento com nossa alma sem máscaras.

Mas, se a gente aprende a gostar um pouco de sossego, descobre – em si e no outro – regiões nem imaginadas, questões fascinantes e não necessariamente ruins.

Nunca esqueci a experiência de quando alguém botou a mão no meu ombro de criança e disse:

- Fica quietinha, um momento só, escuta a chuva chegando.

E ela chegou: intensa e lenta, tornando tudo singularmente novo. A quietude pode ser como essa chuva: nela a gente se refaz para voltar mais inteiro ao convívio, às tantas frases, às tarefas, aos amores.

Então, por favor, me dêem isso: um pouco de silêncio bom para que eu escute o vento nas folhas, a chuva nas lajes, e tudo o que fala muito além das palavras de todos os textos e da música de todos os sentimentos.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

para iniciar bem a semana...

Eu gosto do impossível, tenho medo do provável, dou risada do ridículo e choro porque tenho vontade, mas nem sempre tenho motivo.


Tenho um sorriso confiante que as vezes não demonstra o tanto de insegurança por trás dele.

Sou inconstante e talvez imprevisível.

Não gosto de rotina. Eu amo de verdade aqueles pra quem eu digo isso, e me irrito de forma inexplicável quando não botam fé nas minhas palavras.

Nem sempre coloco em prática aquilo que eu julgo certo.

São poucas as pessoas pra quem eu me explico...



Bob Marley

quinta-feira, 29 de julho de 2010

ACORDAR PRA SEMPRE COM VOCÊ

Biquíni Cavadão & Lucas (fresno)



Flores nascem e morrem no jardim

Assim o dia acaba em Noite

E o céu parece não ter fim



Estrelas sempre mudam de lugar

Fazendo curvas no destino

Aonde vai nos levar



Eu só queria

Acordar pra sempre com você

Até diria

Qualquer coisa pra te convencer



Que os dias passam

As pessoas mudam

Por que é tão difícil acreditar em nós



Quando estamos sós

A sua voz

Faz o meu tempo parar

sexta-feira, 9 de julho de 2010

56 ANOS DA MORTE DE FRIDA KAHLO


Este post vai em homenagem a uma grande artista a qual admiro muito. Para quem conhece a história de Frida Kahlo, sabe que ela foi uma guerreira em todos os sentidos.
Qualificada como uma artista surrealista, ela mesmo discorda dizendo: " pensavam que eu era uma surrealista, mas eu não era. Nunca pintei sonhos. Pintava a minha própria realidade".